ADUFPA - Trabalhadores farão nova greve geral no dia 30 de junho

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Publicado em 06/06/2017

Trabalhadores farão nova greve geral no dia 30 de junho

Trabalhadores brasileiros farão uma nova greve geral no próximo dia 30 de junho, para pressionar pela saída imediata de Michel Temer da Presidência da República e protestar contra as reformas da Previdência e Trabalhista. A data da nova greve geral foi definida no último dia 5, durante reunião das centrais sindicais em São Paulo. O movimento é convocado pela CSP-Conlutas, CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSB, Intersindical e A Pública – Central do Servidor.

 

Para construir e preparar a greve geral, as centrais aprovaram um calendário de lutas para este mês, com assembleias das categorias, reuniões, atos nos Estados e locais de trabalho e um dia de mobilização nacional no dia 20 de junho, denominado “Esquenta da Greve Geral”.

 

As entidades da CSP-Conlutas, entre elas o ANDES-SN e a ADUFPA, defendiam que a nova greve geral tivesse duração de 48 horas, para aumentar a pressão sobre o governo e o Congresso Nacional, mas as demais centrais sindicais não concordaram. “Infelizmente não houve acordo diante das 48 horas, de qualquer maneira a CSP-Conlutas se empenhará para organizar desde a base, as escolas, os locais de trabalho e os comitês uma nova Greve Geral”, destacou Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

 

Para ele, diante da crise política que o Brasil vivencia, é momento de intensificar as mobilizações para barrar os ataques do governo Temer e do Congresso Nacional aos trabalhadores. “Chamamos os militantes, sindicatos e organizações de base da nossa central a se somarem conosco para fazer do dia 30 um grande dia de greve geral que fortaleça nossa luta, para derrotar as Reformas Trabalhista e da Previdência e por abaixo o governo Temer. Vamos às ruas preparar e organizar uma grande greve geral no dia 30 de junho”, conclamou Mancha.

 

A última greve geral ocorreu no dia 28 de abril e mobilizou cerca de 40 milhões de trabalhadores, que paralisaram nacionalmente setores importantes, como transporte, educação e bancos. A expectativa é que a greve do dia 30 de junho seja ainda maior, em virtude do acúmulo de mobilizações, como a vitoriosa ocupação de Brasília no dia 24 de maio, que reuniu cerca de 150 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios. O protesto foi duramente reprimido pela Polícia Militar e, na defensiva, o governo Temer chegou a editar um decreto autorizando o emprego das Forças Armadas para garantia da lei e da ordem no Distrito Federal, o que foi revogado no dia seguinte por conta da pressão popular.

 

Com informações da CSP-Conlutas

Foto: Assessoria de Imprensa do ANDES-SN