ADUFPA - Plenária reúne 1,5 mil metalúrgicos e aprova Dia Nacional de Lutas em 10 de novembro

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Publicado em 04/10/2017

Plenária reúne 1,5 mil metalúrgicos e aprova Dia Nacional de Lutas em 10 de novembro

Trabalhadores metalúrgicos de todo o país e de outros setores da indústria lotaram o Clube CMTC, em São Paulo (SP), na sexta-feira (29), para a realização da plenária nacional em defesa dos direitos. Cerca de 1.500 pessoas estiveram presentes, numa importante demonstração de unidade e disposição de luta. A principal resolução do encontro foi a aprovação de um manifesto conjunto e a definição de um novo dia nacional de mobilizações em 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista.

 

Estavam representadas as principais categorias de metalúrgicos do país, que integram a Campanha Brasil Metalúrgico, movimento que deu início à luta unificada para impedir a aplicação da Reforma Trabalhista e a retirada de direitos nas campanhas salariais do setor metalúrgico neste ano. 

 

Trabalhadores de outros setores como petroleiros, trabalhadores da indústria química, naval, alimentação, metroviários, eletricitários, construção civil, dos Correios, aposentados, entre outros, enviaram representantes à plenária, assim como o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e dos auditores fiscais do trabalho. 

 

O tom da atividade foi de denúncia da gravidade dos ataques impostos pelo governo Temer e pelo Congresso Nacional aos trabalhadores. Lembrou-se, por exemplo, que a Reforma Trabalhista foi praticamente elaborada pelos empresários do país e são exigências históricas do patronato.

 

Na fala dos dirigentes foi unânime a defesa da unidade e da luta para impedir que o desmonte dos direitos trabalhistas, permitido pela reforma, seja posto em prática a partir de novembro. Estiveram representadas as centrais sindicais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical, CGTB e CTB. “Muitos diziam que ao ser aprovada a Reforma Trabalhista já estava dada, mas não contavam com a força do trabalhador. Hoje estamos demonstrando que os trabalhadores estão preparados para resistir a essa lei e fazer uma verdadeira desobediência civil”, disse o dirigente Bira, da CGTB.

 

Mané Melato, da Intersindical, ressaltou que em muitos momentos há as disputas sindicais, mas hoje a busca é pela unidade. “Precisamos construir dias de mobilização unificados para barrar essa lei que quer impor uma escravidão. E essa unidade tem de ser traduzida em cada local de trabalho para barrar os ataques onde ocorrerem”, disse.

 

O presidente da Fitmetal, Marcelino Rocha, afirmou: “a unidade e resistência devem ser nosso motor de luta contra a agenda regressiva de Temer. Não aceitaremos a retirada de direitos, por isso, vai ter luta!”, afirmou.

 

Paulo Cayres, da CNM/CUT, disse que nas portas das fábricas os trabalhadores estão atentos e é preciso lutar para defender os empregos. “Este ano completam-se 100 anos não só da Revolução Russa, mas da primeira grande greve geral no país, em 1917. A CLT foi garantida com luta. Temos de manter essa herança e hoje está demonstrado que há resistência, vai ter luta e enfrentamento”.

 

Miguel Torres, da CNTM/Força Sindical, falou do esforço para construir a plenária unificada para defender direitos. “A unidade das centrais sindicais deve passar pela unidade das categorias pela base. Precisamos construir uma pauta de lutas para fazer frente a essas reformas e outras que estão por vir como da Previdência. A resistência é o único caminho. A luta faz a lei, senão não há lei que favoreça os trabalhadores”, disse.

 

Em nome dos metalúrgicos da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, lembrou que há um ano os metalúrgicos deram início a uma mobilização unificada, e que nesse ano a categoria participou, junto com outros trabalhadores, de grandes mobilizações, como a Greve Geral de 28 de abril e a ocupação de Brasília. “Nossa campanha Brasil Metalúrgico já está surtindo efeitos e já há acordos conquistados que proíbem a reforma trabalhista e seus efeitos como a terceirização e garantem a renovação das cláusulas sociais. Mas sabemos que uma só categoria não basta. É preciso construir uma Greve Geral que envolva toda a classe trabalhadora”, afirmou.

 

Fonte: CSP-Conlutas, com edição do ANDES-SN