ADUFPA - Trabalhadores ocupam ruas de Belém para protestar contra as reformas de Temer

Associação de Docentes da UFPA

Seção sindical do ANDES-SN

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Publicado em 13/11/2017

Trabalhadores ocupam ruas de Belém para protestar contra as reformas de Temer

Cerca de 2 mil pessoas protestaram nas ruas de Belém, na última sexta-feira, 10, durante o Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve. Convocada pelas centrais sindicais, a manifestação ocorreu em todo o país em protesto contra a Reforma da Previdência e pela revogação da Reforma Trabalhista e da Lei das Terceirizações. Os docentes da UFPA paralisaram suas atividades por 24 horas, fortalecendo o dia de luta.

 

Em Belém, as mobilizações começaram nas primeiras horas da manhã em diversos locais da cidade. Na UFPA, os portões da instituição amanheceram fechados, marcando o início da greve dos servidores técnico-administrativos. Em frente ao prédio-sede do Banco da Amazônia, bancários fizeram piquetes e, nos canteiros de obras da construção civil, trabalhadores atrasaram a produção em algumas horas.

 

Às 9 horas, centenas de trabalhadores começaram a se concentrar em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Praça Brasil, de onde saíram em caminhada até o mercado do Ver-o-Peso. Com faixas, cartazes e panfletos, os manifestantes denunciaram as reformas neoliberais de Temer e a corrupção no Congresso Nacional.

 

Durante o protesto, servidores federais, incluindo os professores da UFPA, denunciaram a Medida Provisória 805/2017, publicada recentemente pelo governo Temer, que suspende o reajuste salarial previsto para 2018 e aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 14% sobre a parcela do salário que excede o teto do Regime Geral da Previdência, que hoje está em R$ 5.531,31.

 

O Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve ocorreu um dia antes da entrada em vigor da Reforma Trabalhista (Lei nº 13467/2017). A expectativa da diretoria da ADUFPA é que a mobilização possa representar uma retomada das lutas rumo à construção de uma nova greve geral no país contra os ataques do governo Temer.