ADUFPA - Professores da UFPA debatem carreira docente e indicam próximas lutas

Associação de Docentes da UFPA

Seção sindical do ANDES-SN

Olá visitante

Login ▼

Publicado em 03/10/2018

Professores da UFPA debatem carreira docente e indicam próximas lutas

Professores da UFPA avaliaram a conjuntura nacional e analisaram o processo de desestruturação da carreira docente, durante assembleia geral da ADUFPA, na manhã de hoje, 3, no hall da reitoria.  A assembleia contou com a participação do docente da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) e ex-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, que contribuiu com as discussões e expôs o projeto de carreira de professor federal defendido pelo Sindicato Nacional.

 

Em sua análise, Schuch fez um panorama histórico da luta docente para a conquista e valorização da carreira. Ele destacou a mobilização da categoria desde a Reforma de Córdoba, na Argentina em 1918, que embora tenha sido protagonizada por estudantes, contou com a participação ativa de alguns professores, que organizavam o trabalho a partir de uma nova perspectiva para a educação. Ele lembrou, ainda, das Reformas de Base do governo João Goulart, que tinha como metas universalizar a educação e acabar com a Cátedra Vitalícia nas universidades.

 

Luis Henrique Schuch ressaltou, ainda, as lutas dos docentes durante a Assembleia Constituinte, na década de 80, para conseguir implantar o Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos (PUCRCE) e derrotar o Grupo Executivo para a Reformulação da Educação Superior (Geres) criado pelo MEC.

 

Segundo Schuch, desde 1995, a tática dos governos é apertar o torniquete salarial e mudar a concepção estruturante do trabalho docente, que se manifesta nos projetos pedagógicos aprovados nas universidades. “Nesse modelo, a vida docente não interessa, pois no momento de distribuição da carga horária, o que importa é se encaixar nas planilhas e nos sistemas,”, afirmou Schuch.

 

O ex-presidente do ANDES criticou, ainda, os acordos que o Proifes fez com os governos Lula e Dilma que desestruturaram a carreira docente, alongaram os níveis e representam a antítese da horizontalidade, reivindicada pela categoria. Schuch defendeu o projeto do ANDES-SN de carreira única, com 13 níveis e uma linha no contracheque. “Hoje, o que se chama de carreira docente são 580 tabelas. Por isso, defendemos a remuneração única que vai resultar da interseção do regime de trabalho, do nível da carreira e da titulação”, explicou.

 

Encaminhamentos – Na assembleia, os docentes denunciaram ataques à carreira da Educação Básica, Técnica e Tecnológica (EBTT) e avaliaram os impactos da Emenda Constitucional (EC) 95 no trabalho docente, que aprofunda ainda mais a desestruturação da carreira. Eles decidiram intensificar a construção de uma nova greve geral para o início de 2019.

 

Os professores da UFPA aprovaram, também, rearticular o Comando Local de Mobilização (CLM) e elaborar um documento denunciando os impactos da EC 95 na carreira docente e na Universidade pública. Eles também decidiram inserir no calendário de mobilizações o cronograma de lutas do ANDES-SN, que deve ser aprovado na próxima reunião do Setor das IFE, nos dias 3 e 4 de novembro em Brasília, após a rodada de assembleias nas universidades de todo o país.