ADUFPA - ADUFPA vai se engajar em atividades contra o fascismo e em defesa da democracia

Associação de Docentes da UFPA

Seção sindical do ANDES-SN

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Publicado em 18/10/2018

ADUFPA vai se engajar em atividades contra o fascismo e em defesa da democracia

A ADUFPA vai se engajar em todas as atividades contra o fascismo e em defesa da democracia e da Universidade pública. A decisão foi tomada em assembleia geral dos professores da UFPA na manhã de hoje, 18, no hall da reitoria, que aprovou ainda o seguinte eixo de mobilização: “Em defesa da democracia e da universidade pública, vote 13!”.

 

As deliberações foram encaminhadas ao ANDES-SN, que ao longo do dia de hoje promove reunião dos Setores das universidades federais, estaduais e municipais, em Brasília, para tirar os encaminhamentos a serem adotados oficialmente pelo Sindicato Nacional neste segundo turno da eleição presidencial.

 

A assembleia da ADUFPA também elaborou um calendário de mobilizações que inclui participação massiva no ato nacional “Ele Não: todas e todos pela democracia”, neste sábado, a partir das 16 horas, no mercado de São Brás; o debate “As ameaças do fascismo e a conjuntura eleitoral”, com Martin Hernandez (LIT) e o professor e economista Aluísio Leal, no dia 23 de outubro, às 10 horas, no hall da reitoria; e um ato público conjunto com os servidores públicos federais no dia 24 de outubro. Além dessas ações, a entidade vai se inserir nas agendas de mobilização do Comitê da UFPA contra o fascismo.

 

Durante a assembleia, foi aprovado, ainda, a construção de uma nota pública a ser encaminhada aos professores, destacando a necessidade de defender a democracia e combater o fascismo no Brasil. Os docentes também decidiram cobrar da Administração Superior da UFPA que o Conselho Superior Universitário (Consun) casse os títulos honoríficos, concedidos pela instituição no período da Ditadura a pessoas que contribuíram com o regime militar

 

Antes das deliberações, o professor Aluísio Leal fez uma análise sobre o fascismo no mundo e os governos autoritários no Brasil. Segundo o docente, grande parte da responsabilidade sobre a atual situação brasileira, de fortalecimento de ideias fascistas, ocorre pelo fato do país nunca ter ajustado as contas com a Ditadura Militar, como fizeram países latino-americanos como a Argentina e o Chile, que mandaram para cadeia os generais que mataram e torturaram durante os governos militares. “Na verdade, a ingerência desse segmento militar sobre a sociedade brasileira nunca desapareceu”, garante Aluísio.

 

Segundo ele, independente do resultado eleitoral, é preciso que a categoria esteja mobilizada para enfrentar o autoritarismo e defender direitos. “O que nós temos aqui é uma realidade na qual nós não temos condições de modificar, a não ser através de uma enorme indisciplina civil e o começo de uma resistência tão logo cesse esse período eleitoral”, afirmou Aluísio Leal.