ADUFPA - Docentes da UFPA paralisam atividades

Associação de Docentes da UFPA

Seção sindical do ANDES-SN

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Publicado em 11/04/2014

Docentes da UFPA paralisam atividades

Docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) interromperam as aulas ontem num ato solidário ao movimento nacional da categoria. A quinta-feira foi de paralisação e mobilização dos professores do ensino superior federal, segundo orientação do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). O movimento quer o cumprimento de cláusulas acordadas com o governo federal por ocasião do encerramento da greve unificada em 2012, bem como a garantia no Orçamento da União de ganho salarial real e melhores condições de trabalho nas universidades, já considerando os anos de 2015 e 2016. Hoje, eles retornam ao trabalho, mas voltam a se reunir em assembleia geral no próximo dia 24 para definir o indicativo de greve por tempo indeterminado, caso não haja avanço nas negociações com os Ministérios da Educação (MEC) e Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). "Já houve reuniões com o governo federal, mas nenhuma sinalizou o atendimento da pauta. Nossa mobilização é de pressão com vistas aos anos de 2015 e 2016. Estamos em ano eleitoral e de Copa do Mundo, o governo fechará o Orçamento da União o quanto antes, se não pressionarmos agora não teremos ganho salarial nos próximos dois anos'', disse o professor e diretor da Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), Gilberto Marques, referindo-se à Lei Orçamentária Anual (LOA), que deve ser encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.

Em Belém, a paralisaçãocontou com o apoio dos técnico-administrativos da UFPA e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), em greve há 26 dias. Como ocorreu na última terça, os servidores da UFRA interditaram a avenida Perimetral por volta das 7h30 às 9h30, num ponto um pouco antes dos portões da UFPA. Professores de cursos como Economia, Ciências Sociais e da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará, antigo Núcleo Pedagógico Integrado (NPI), que também integram a carreira docente superior, se concentraram em frente ao Portão 3 do campus do Guamá (o do terminal de ônibus), para distribuir material aos frequentadores da instituição e transeuntes de um modo geral. Na pauta, reajuste salarial, reestruturação da carreira, garantia da autonomia universitária e melhores condições de trabalho.

RECOMPOSIÇÃO

Os professores alegam que o percentual de reajuste garantido, atualmente, pelo governo faz parte de uma negociação de recomposição salarial desde 2010, afirmam, que o percentual varia de 3% a 5%, mas, em média, a maioria dos docentes é contemplada com 3%. "Esse repasse está longe de cobrir a inflação do período e nem representa ganho real para a categoria'', disse o professor Gilberto Marques, que segundo ele, enfrenta uma sobrecarga de trabalho devido ao fato de a universidade ter ampliado o número de vagas para alunos, além do número de cursos e institutos sem que a contratação de técnicos e docentes acompanhe esse crescimento, tanto na capital como no interior paraense. "Nos campi essa situação é mais grave, a falta de infraestrutura chega ao ponto de não se ter sala para dar aulas'', disse o professor sindicalista.

A interrupção das aulas, ontem, coincidiu com mais uma reunião entre a direção da Andes e os representantes da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, com o objetivo de discutir as reivindicações. A reitoria da Universidade Federal do Pará se manifestou em nota, informando o movimento é um direito dos docentes e que a instituição acompanha as discussões, ''confia no diálogo entre os sindicatos e o governo federal como caminho para a obtenção de melhores condições de trabalho, assim como de remuneração nas instituições públicas de ensino superior''.

(O Liberal - Caderno Poder, página 2)