ADUFPA - Professores da UFPA devem entrar em greve

Associação de Docentes da UFPA

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Publicado em 11/04/2014

Professores da UFPA devem entrar em greve

Professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram um ato de paralisação de 24 horas ontem (10). O ato iniciou às 8h da manhã, em frente ao terminal de ônibus da UFPA, e fez parte da Paralisação Nacional dos Docentes, que ocorreu no mesmo dia em diversas capitais do Brasil.

No início da paralisação, os professores, com apoio dos servidores das Instituições Federais de Ensino (IFE), interditaram o trecho da avenida Perimetral em frente ao terminal de ônibus com uma barricada. O trânsito dos veículos na avenida, no sentido Almirante Barroso/UFPA, teve que ser desviado para dentro da universidade, por meio do portão da UFPA que dá acesso ao Hospital Bettina Ferro. O desvio do trânsito contou com o auxílio da Polícia Militar.

Além dos funcionários das IFEs, a manifestação contou com o apoio de moradores do entorno da avenida Perimetral. Por volta das 9h40, os dois sentidos da avenida foram liberados para o trânsito. De acordo com Andréa Santos, membro da diretoria da Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), a primeira questão a ser reivindicada é a negociação com o governo federal. “O governo não negocia. O governo fez um repasse de reajuste antigo que já está defasado pela inflação com o objetivo de frear o movimento.”

“Outro ponto discutido por nós são as nossas condições de trabalho. Temos problemas com infraestrutura tanto nas universidades federais quanto na Escola de Aplicação. Além disso, enfrentamos dificuldade pelo número de docentes, pois aumenta o número de alunos, mas o número de professores para atender esta demanda é o mesmo, sem contar que não há adequação do espaço físico das instituições para acomodar esse número de alunos”, afirma a representante da Adufpa.

Alguns estudantes também concordam com a iniciativa dos professores. Danilo Sodré cursa o 5º semestre do curso de Geografia na UFPA e já passou por uma greve de professores em 2012, onde ficou sem aulas por 4 meses. “Os professores têm as reivindicações deles. Muitas pessoas pensam que a universidade é uma maravilha, mas não é. Quem vem aqui sabe do sucateamento que há. A sala onde estudo neste semestre não tem aparelho de ar refrigerado, o que é prejudicial para quem estuda lá, principalmente pela parte da tarde. Nós reclamamos e nos informaram que a troca demoraria mais de um mês devido à burocracia”, declara. “Uma paralisação ou greve não é uma vantagem para nós, estudantes, mas nosso apoio é importante para que possamos ter uma resposta rápida do governo. Não é uma questão simplesmente salarial, e sim de infraestrutura, pois o que os professores reivindicam nos beneficiará também”, declara diz Airton Morais, que cursa o oitavo semestre do curso de Farmácia.

(Diário do Pará - Caderno Política, A4)