NOTA DE SOLIDARIEDADE E APOIO DA ADUFPA
NOTA DE SOLIDARIEDADE E APOIO DA ADUFPA
A Associação dos Docentes da Universidade Federal do Pará – ADUFPA manifesta sua irrestrita solidariedade e apoio aos povos originários do Baixo Tapajós, aos movimentos sociais, sindicais e populares que, neste momento, ocupam o porto da Cargill, em Santarém (PA), em defesa do Rio Tapajós e da vida que nele existe.
Essa mobilização representa a resistência coletiva contra um projeto que busca transformar o Tapajós em rota de exportação e corredor de escoamento de commodities, a serviço do agronegócio e do grande capital, ignorando a presença histórica, os direitos e os modos de vida dos povos indígenas e das comunidades tradicionais que há gerações habitam, cuidam e protegem esse território.
O Rio Tapajós não é apenas um recurso econômico. É território vivo, ancestral e sagrado. É morada de peixes, animais, plantas, pessoas e dos encantados. Qualquer iniciativa de privatização, dragagem ou implantação de grandes empreendimentos, como a Ferrogrão, representa uma grave ameaça à integridade ambiental, cultural e espiritual da região, além de violar o direito à consulta prévia, livre e informada, conforme a Convenção 169 da OIT.
Mexer no Tapajós é ferir profundamente a vida que habita suas águas visíveis e invisíveis, afetando corpos, espíritos e formas de existir no mundo. Por isso, a resistência dos povos do Baixo Tapajós é legítima, necessária e urgente.
A ADUFPA reafirma seu compromisso histórico com a defesa da Amazônia, dos povos originários, da soberania popular e da vida, e exige a revogação imediata do decreto de privatização do Rio Tapajós.
O Tapajós não está à venda.
Lula, revoga já!
Belém, 22 de janeiro de 2026.
Associação dos Docentes da Universidade Federal do Pará – ADUFPA