Docentes da UFPA decidem manter a greve

Docentes da UFPA decidem manter a greve

Os docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA), presentes na Assembleia Geral Extraordinária (AG), decidiram por unanimidade pela continuidade da greve. Diante da postura vergonhosa do governo federal, em manter 0% de reajuste em 2024 e não apresentar reestruturação da carreira para os docentes federais, a categoria se mantém firme com o movimento grevista, que teve início no dia 15 de abril.

A AG realizada pela Associação de Docentes da UFPA (Adufpa), aconteceu na manhã da última terça-feira, 23/04, no Térreo do Vadião – Campus Guamá, com videoconferência para o interior do Estado. Participaram de forma remota, os Campi de Abaetetuba, Altamira, Bragança, Castanhal, Cametá e Tucurui.

Durante a assembleia, os participantes votaram pela não aceitação da proposta do governo, que consiste em: 0% em 2024, 9% em 2025 e 3,5 % em 2026, além de não ter apresentado a nenhuma proposta efetiva de revogação de uma série de medidas antidemocráticas, muitas das quais não tem impactos financeiros. Esses índices apresentados estão muito abaixo da reivindicação da categoria, que é de 7,06% em 2024, 7,06% em 2025 e 7,06 % em 2026.

A dinâmica de votação utilizada na AG foi por meio de cartões, para os que acompanharam de forma presencial e por número para os participantes virtuais. Para votar contra a proposta do governo levantava o cartão vermelho ou digitava o número um. Para votar a favor, a cor era verde e o número dois. Para abstenção, branco e zero. Unanimemente, a categoria levantou o cartão vermelho e os que participaram de forma remota, digitaram o número um. Com a rejeição da proposta pelos servidores, o movimento grevista continua.

Para a professora Simone Negrão, Diretora Adjunta de Interiorização da Adufpa, o apoio dos movimentos estudantis é muito importante para fortalecer a paralização. Conforme a diretora, a união da juventude junto ao movimento, que ganha forças a cada dia, é indispensável na busca por melhorias da educação pública brasileira.

“A greve da educação fez o governo se movimentar de uma inércia de meses. Encontrou espaço no orçamento e atendeu pedidos que há muito vinham sendo pleiteados pela categoria docente, que sequer arranhavam o erário”, afirma Gustavo Seferian, presidente do Andes-SN.

Conforme dados o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), a cada dia o movimento ganha mais adesão e até o dia 22 de abril, 28 universidades federais já tinham aderido a greve. A Adufpa se junta à luta pela recomposição salarial, das perdas salariais que a classe acumula desde 2016, ainda no governo Temer.

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