CLG marca audiência com as pró Reitorias de Ensino, Pesquisa e Extensão

CLG marca audiência com as pró Reitorias de Ensino, Pesquisa e Extensão

Na manhã desta quarta-feira, 24.04, o Comando Local de Greve (CLG) cumpriu a agenda, deliberada na Assembleia Geral dos Docentes da UFPA (23/4), de audiências com as pró-reitoras e pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Extensão, da Universidade Federal do Pará (UFPA) para entregar a minuta com as reivindicações locais da categoria docente.

Dentre as reivindicações, o CLG pede, que haja flexibilidade das três Pro- Reitorias no que se refere aos Editais/Relatórios e prazos de projetos e programas internos da UFPA. Bem como um posicionamento oficial quanto às aulas de caráter remoto que estão sendo ministradas por docentes da graduação e pós-graduação, ato que deve ser invalidado por ferir uma decisão de revogação dessa “modalidade de ensino” pelo CONSEPE desde dezembro de 2021. Quando à época tal modalidade já era denunciada como precária e excludente, e o CLG reafirma que é inaceitável que tal modalidade volte a ser desenvolvida por docentes que não querem aderir à greve.

A professora Selma Pena, Pro-Reitora de Ensino de Graduação, em exercício, reconhece que as aulas remotas não são válidas, uma vez Resolução que a regia durante o período da pandemia, já foi revogada. Reconhece ainda que tal modalidade prejudica muito os discentes, devido à falta ou precariedade de acesso à internet, principalmente por parte dos discentes indígenas e quilombolas. Quanto aos Editais e seus prazos, foi dito pela professora que iria fazer levantamento dos Programas e Projetos vinculados ao PROEG e apresentar manifestação sobre o pedido do CLG.

O Pró-reitor de Extensão (PROEX), professor Nelson José Júnior, inicia a conversa com o CLG de que reconhece a legitimidade da greve, quanto ao pedido dos Editais e seus prazos, pediu que aos CLG que mantivesse prazos que relacionados ao cadastros de alunos para o recebimento de bolsas, pois os recursos financeiros já estão garantidos.

A professora Maria Iracilda Sampaio, da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPESP), também reconhece a legitimidade e a importância do movimento grevista, no entanto, afirma que há situações essenciais, que não podem parar, pois pode levar a instituição a grandes perdas, como é o caso das chamadas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que se não atendido o prazo de submissão dos projetos, pode levar a perdas de aproximadamente 60 milhões para a política de pesquisa da UFPA.

O CLG da UFPA apontou aos três pró-reitores a necessidade de responderem suas demandas de forma oficial para que possam avaliar suas proposições para que docentes que estão em greve não sejam prejudicados com prazos e os alunos não tenham prejuízo no direito à aprendizagem na modalidade presencial, conforme rege as resoluções internas da Universidade.

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