Proposta do governo é rejeitada

Proposta do governo é rejeitada

“Governo não muda a proposta de 0% (zero porcento) para 2024 e docentes da UFPA rejeitam a decisão”

A categoria dos docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) deliberou na Assembleia Geral (AG), realizada na manhã da quinta-feira (23.05), no Hall da Reitoria, pela rejeição da última proposta apresentada pelo governo, em que mantém o reajuste 0% para o ano de 2024.

A luta da categoria, que acumula perdas salariais há quase dez anos, é pela recomposição salarial, pois o poder aquisitivo ficou extremamente defasado ao longo dos anos. No entanto, a proposta do governo não contempla sequer o índice inflacionário, que foi de 3,71% em 2023.

Após a apresentação da mesa de negociação que aconteceu em Brasília, no dia 15 de maio, entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e os representantes das diretorias e dos Comandos Nacionais de Greve (CNG) do ANDES-SN e do Sinasefe, os docentes que participaram da AG, votaram e decidiram por unanimidade pela rejeição da proposta apresentada pelo governo, deliberando assim, a continuidade do movimento paredista.

Entre as pautas apresentadas há cinco pontos principais: Orçamento, Reajuste, Carreira, Revogaço e Aposentadoria.

Enquanto o governo fala em construir mais Institutos Federias, não demonstra preocupação com a manutenção das instituições federais existentes. No caso da UFPA, temos prédios em precárias condições de funcionamento, a exemplo do Curso de Odontologia, com graves problemas em suas estruturas físicas e laboratoriais, e Educação Física, cujo Campus III, que é a área territorial da UFPA onde são realizadas as atividades práticas do Curso, vive uma obra inacabada e com problemas de manutenção.

O mesmo ocorre com os Campi, a exemplo do Campus de Castanhal que não tem muros, sendo um problema grave para a segurança da comunidade universitária, além de não ter, até hoje, instalado o restaurante universitário. Outra situação difícil vive o Campi Ananindeua, que funciona em uma escola privada e aguarda, há dez anos, a conclusão do prédio. Ou seja, é dinheiro público indo para a iniciativa privada, ao invés de se investir nas universidades pública.

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